Em 1998, o lago do Parque da Aclimação, que ocupa uma área de 33
mil metros quadrados,
foi submetido a um processo de despoluição pela Sabesp. De acordo
com os técnicos da empresa de saneamento, o grande problema do lago
estava no fato deste não receber uma vazão contínua de águas em seu
corpo, já que os córregos Pedra Azul (afluente do Tamanduateí) e
Jurubatuba eram despejados ali apenas durante a ocorrência de chuvas mais
fortes que significassem ameaça de enchentes. Ou seja, o lago funcionava
na prática como uma espécie de piscinão, que não tinha suas águas
renovadas nas épocas de seca.
Desde 98, com a implantação do sistema de despoluição do lago, a
Sabesp passou a bombear água do córrego Pedra Azul para dentro dele,
promovendo assim uma renovação contínua, a uma vazão média de 50
litros por segundo. Ao chegar dentro do parque, o córrego é tratado
através de um sistema de floculação e flotação, para em seguida ser
lançado no lago.
Esse sistema consiste em um tratamento físico-químico que, em sua
primeira etapa, adiciona coagulantes e polímeros não-tóxicos na água,
promovendo a junção da matéria orgânica em espécies de flocos. Estes,
por sua vez, são empurrados para a superfície por microbolhas de oxigênio,
e depois soprados por um túnel de vento até uma concha rotativa que
recolhe todo o material orgânico, jogando-o em um coletor. Quando são
despejadas no lago depois de passar pelo tratamento, as águas do Pedra
Azul possuem cerca de 6 miligramas de oxigênio por litro, encaixando-se
na chamada Classe 4 de corpos dágua, destinados a usos como navegação
e harmonização paisagística.
A
estação de tratamento funciona nos dias de semana, já que está
localizada junto aos camarins da concha acústica, e nos fins de semana o
local fica liberado para eventos e shows.
Reportagem
e texto: Nilva Bianco
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