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Sabesp criou estação
de tratamento para
córrego Pedra Azul

foto: Marcello Vitorino/Mundi

Em 1998, o lago do Parque da Aclimação, que ocupa uma área de 33 mil metros quadrados,  foi submetido a um processo de despoluição pela Sabesp. De acordo com os técnicos da empresa de saneamento, o grande problema do lago estava no fato deste não receber uma vazão contínua de águas em seu corpo, já que os córregos Pedra Azul (afluente do Tamanduateí) e Jurubatuba eram despejados ali apenas durante a ocorrência de chuvas mais fortes que significassem ameaça de enchentes. Ou seja, o lago funcionava na prática como uma espécie de “piscinão”, que não tinha suas águas renovadas nas épocas de seca.

Desde 98, com a implantação do sistema de despoluição do lago, a Sabesp passou a bombear água do córrego Pedra Azul para dentro dele, promovendo assim uma renovação contínua, a uma vazão média de 50 litros por segundo. Ao chegar dentro do parque, o córrego é tratado através de um sistema de floculação e flotação, para em seguida ser lançado no lago.

Esse sistema consiste em um tratamento físico-químico que, em sua primeira etapa, adiciona coagulantes e polímeros não-tóxicos na água, promovendo a junção da matéria orgânica em espécies de flocos. Estes, por sua vez, são empurrados para a superfície por microbolhas de oxigênio, e depois soprados por um túnel de vento até uma concha rotativa que recolhe todo o material orgânico, jogando-o em um coletor. Quando são despejadas no lago depois de passar pelo tratamento, as águas do Pedra Azul possuem cerca de 6 miligramas de oxigênio por litro, encaixando-se na chamada Classe 4 de corpos d’água, destinados a usos como navegação e harmonização paisagística.

A estação de tratamento funciona nos dias de semana, já que está localizada junto aos camarins da concha acústica, e nos fins de semana o local fica liberado para eventos e shows.

Reportagem e texto: Nilva Bianco